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Quem são os Hands On Approach ? (Parte I) – O Inicio

  • 10 de mar. de 2016
  • 3 min de leitura

Em 1995 entrei para o curso de Engenharia do Ambiente na Universidade do Algarve. Foi uma fase complicada pois pela primeira vez iria viver fora de Setúbal, a cidade onde nascí e também longe dos amigos, da namorada e da familia. Tinha 18 anos e na força da juventude era ao mesmo tempo uma aventura!

Muitos dos meus colegas universitários chamavam-me Eddie por me ouvirem cantar e tocar na guitarra acústica muitos temas dos Pearl Jam mas também conheciam alguns temas originais que eu já tinha (costumo dizer que era um dos muitos Eddies que existiam na altura espalhados pelo País e pelo Mundo fora, tal o impacto que esta banda de Seattle teve no panorama musical mundial).

Já em 1996 e numa das muitas idas à ilha de Faro com os colegas universitários, onde quase sempre aproveitávamos para levar djembés e guitarras, sou abordado na praia por uma pessoa que por ali passava e que tinha acabado de me ouvir cantar. Perguntou se podia sentar-se um pouco connosco a ouvir. Claro que dissemos que sim e continuámos na nossa onda. No final esse senhor (Rui Santos) veio falar diretamente comigo e perguntar-me se eu tinha alguma banda para levar ao seu programa de rádio, na Antena 3 e se queria fazê-lo. Programa esse que era uma espécie de “caça de novos talentos” e que seria transmitido em direto para todo o País. Respondi que não tinha mas que iria tratar disso... basicamente foi um SIM imediato ao convite que me acabara de fazer!

Antes de ir para o Algarve já tinha tido uma experiência de banda. Chamava-se Triste Verme Cabeçudo e era essencialmente uma banda de covers. Tocávamos um pouco de tudo sendo que para me animarem lá punham uns temas de Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Soundgarden (que nunca consegui cantar...lolll), Alice In Chains e por aí adiante. Tinha também um dos meus irmãos (João Luis – baixista) que tocava numa banda bastante conhecida em Setúbal que eram os H4FUN (age for fun), que eu regularmente acompanhava e admirava. Portanto... músicos era coisa que para mim não seria dificil arranjar e para esta primeira actuação acabei por “contratar” a banda do meu irmão quase toda, à excepção obviamente do vocalista.

Depois de ensaiados alguns dos temas originais que já tinha lá fomos para o estúdio em Faro onde iria decorrer a nossa participação no programa sendo que o apresentador estaria no estúdio em Lisboa, ou seja, não teriamos contacto visual, o que ainda acrescentava mais adrenalina a toda aquela aventura...

Faltavam cerca de 15 minutos para o programa começar e ainda não tinhamos nome para a banda... entretanto o meu irmão precisou de ir à casa de banho descarregar um pouco do nervosismo (lol). Pegou numa revista que lá estava onde descobriu um artigo sobre penteados e no qual leu a expressão inglesa “hands-on approach” (que em português seria algo como “abordagem prática”)... de repente ouvimo-lo gritar lá de dentro “Malta!?! O que é que acham de Hands On Approach???”... “Tá feito, é isso mesmo!! Bora que já estamos em cima da hora!” respondemos nós. O nome soou-nos perfeito!

Esse nosso primeiro concerto em direto na rádio foi uma experiência incrivel que nunca esqueceremos e foi sem dúvida o momento chave para o começo de tudo!!

Os músicos que participaram nesse primeiro concerto voltaram para a sua banda original e eu e o meu irmão decidimos convidar o Sérgio Mendes para nosso guitarrista (já o conhecia há muito tempo e tinhamos sido inclusivé colegas de escola no secundário para além de ter sído com ele que tive as minhas primeiras experiências musicais, especialmente a cantar...nesses tempos de escola ele era a única pessoa que provavelmente acreditava que eu algum dia poderia ser cantor...ou então era apenas um gajo muito simpático!! ) e o Ruca para a bateria.

Os primeiros anos da banda iriam ser partilhados por nós os 4... (continua)

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